Avó Magnética

qui, sex, sáb: 21h | dom: 17h

“Avó Magnética / Magnetic Grandmother” é um espetáculo-instalação que celebra as avós do passado, do presente e do futuro, e como elas direta ou indiretamente moldaram o percurso das pessoas que estão hoje à vossa frente.

“Avó Magnética / Magnetic Grandmother” é um almanaque trágico-cómico onde a plateia se torna parte desta celebração. É uma ópera bufa, um filme criado em tempo real, um fado-electro-pop, uma ida ao passado, para nos ajudar a compreender o presente e um cutucar ao futuro. É um agradecimento sentido mas nunca verbalizado.

“Avó Magnética / Magnetic Grandmother” dá visibilidade à marginalização e à aceitação, partindo do ponto de vista progressista de uma Avó, Margarida Oliveira, que viveu com o seu tio Joaquim, homossexual, na década de 60 e 70.

Margarida Oliveira, avó paterna do coautor e encenador, serve de ponto de partida, de musa.

Uma mulher que na década de 60 se muda de Mangualde para Sacavém com crianças ainda nos braços e que rapidamente se torna vendedora de leite porta a porta, e mais tarde de fruta e vegetais, numa praça na mesma cidade.

Apelidada de “mulher-homem” sempre que se deslocava sozinha, ou com a ajuda de um dos filhos, ao Campo Grande (Lisboa) para comprar e/ou acartar mercadorias, sobreviveu e reergueu-se sob o peso da dupla responsabilidade que a sociedade lhe atribuía, no limiar do que lhe era — ou não — esperado, tal como tantas outras mulheres.

Anos mais tarde, muitas destas avós aceitaram também, sem ideias pré-concebidas, diferentes condições de divergência na sua comunidade - porque também elas a dada altura estiveram sob o escrutínio social por ousarem transgredir os moldes estabelecidos.

É esta herança que direta ou indiretamente estamos hoje a celebrar, a prestar homenagem a Margarida Oliveira e a todas as outras avós que, sem saberem, enfrentaram sem medo estigmas sociais.
Nós celebramos estas mulheres de força maior, que sempre receberam e acolheram a dor alheia de braços abertos, depois delas próprias terem vivido, na pele, a exclusão.

#teatro
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Criação, co-autoria, produção e realização
Pedro Sousa Loureiro
Co-autoria
Miguel Stichini
Elenco
Pedro Sousa Loureiro
Francisco Barahona
Marta Barahona Abreu
Margarida Cardeal
Violeta Luz
Miguel Cruz
Ana Graça
Apoios
Fundação Calouste Gulbenkian, Antena 2, Polo Cultural das Gaivotas, Câmara Municipal de Lisboa, Escola de Mulheres e Escola Secundária de Camões