Ao longe, o fim do mundo

sex, sáb: 21h

Um grupo de terraplanistas parte rumo à Antártida para provar que a terra é plana. O já antes navegado apresenta-se como possibilidade de descoberta de uma nova verdade. Na travessia que vai da hipótese à verificação da prova relevam não a verdade mas as crenças que sobre ela têm, cada vez menos suportáveis. Os movimentos modernos de terraplanistas - em crescimento exponencial e paralelo ao das redes sociais - são um dos indicadores de que a Ciência, bastião da verdade na sociedade ocidental contemporânea, não é suficiente para fazer sentido do mundo. Contudo, se entregamos a verdade ao relativismo total ficamos facilmente à deriva, reféns de fenómenos sociais e políticos voláteis e opressores - como populismos e propagandas. Além do impacto político-social dos negacionismos da verdade, a escolha dos terraplanistas em particular interessa-nos como movimento de pensamento. Se por um lado nos parece absurdo o que defendem, por outro acreditamos que para fazer sentido do mundo devemos, tal como eles, pôr em causa o nosso sistema de crenças.

#teatro
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Texto
Beatriz e Leonor W. Carretas
Encenação
Leonor W. Carretas
Interpretação
Afonso Santos
Beatriz Wellenkamp Carretas
Joana Pialgata
Vasco Barroso
Participação especial
Emanuel Botelho
Produção
Gabriela Cavaz
Cenografia
Vítor Freitas
Realização, edição e operação de vídeo
Fábio Coelho
Sonoplastia e operação de som
Emanuel Botelho
Desenho e operação de Luz
Francisco Monteiro
Curadoria de debates
Simão Freitas
Coprodução
CENDREV
Apoios
Terceira Pessoa, Teatro Experimental do Porto, GrETUA, Teatro Oficina, Circolando Antena 2, Coffeepaste
Projeto financiado pelo
Ministério da Cultura,
Juventude e Desporto / Direção-Geral das Arte e pela Sociedade Portuguesa de Autores
Agradecimentos
Instável Centro Coreográfico
Classificação etária
M/14
Duração
100 min